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Abertura da 55ª Semana dos Povos Indígenas da PUC Goiás: pluralidades, saberes e protagonismos

  • Foto do escritor: Adenilson Barcelos de Miranda
    Adenilson Barcelos de Miranda
  • 13 de abr.
  • 2 min de leitura


A abertura da 55ª Semana dos Povos Indígenas, promovida pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, reafirma o compromisso da universidade com o diálogo intercultural e com a valorização das múltiplas formas de ser, saber e viver dos povos originários. Com o tema “Pluralidades e convivências”, o evento reúne intelectuais, lideranças indígenas e pesquisadores em um espaço de reflexão crítica e construção coletiva.

Entre os participantes da mesa de abertura, destacam-se três trajetórias que, embora distintas, convergem em torno de um mesmo horizonte: o fortalecimento das epistemologias indígenas e sua interlocução com a universidade e as políticas públicas. Transmitida ao vivo pelo YouTube, a conferência de abertura contou com a participação de Gersem Baniwa, professor da Universidade de Brasília e uma das principais referências do pensamento indígena no Brasil. Sua presença trouxe à cena o debate sobre educação intercultural e protagonismo indígena, reforçando a centralidade da produção intelectual indígena e a necessidade de transformação das instituições acadêmicas para acolher outras epistemologias.

A transmissão ao vivo ampliou o alcance do evento, possibilitando que diferentes públicos acompanhassem as discussões e consolidando a Semana dos Povos Indígenas como um espaço de circulação de saberes e de fortalecimento das lutas indígenas.

A professora Luana Campos, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, atuou como moderadora. Sua atuação evidenciou a importância de integrar saberes tradicionais e ciência na construção de respostas aos desafios contemporâneos, especialmente no que se refere à preservação dos territórios e das culturas indígenas.

Outro moderador foi Sinvaldo Wahuka Iny, que atua na Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de Goiás. Sua participação representou a dimensão da atuação política e educacional nos territórios, articulando experiências concretas da educação indígena com as estruturas institucionais do Estado e evidenciando a importância do diálogo entre comunidades, sistemas de ensino e políticas públicas.


Mais do que um evento acadêmico, a Semana dos Povos Indígenas da PUC Goiás se configura como um território de encontro entre mundos. A presença de Luana Campos, Gersem Baniwa e Sinvaldo Wahuka simboliza esse movimento: a construção de pontes entre universidade, comunidades indígenas e sociedade, em um tempo em que reconhecer a pluralidade dos modos de existência é também afirmar a urgência de novos futuros.


 
 
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