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Um encontro com Sonia Guajajara na Caravana Federativa

  • Foto do escritor: Adenilson Barcelos de Miranda
    Adenilson Barcelos de Miranda
  • 24 de mar.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 26 de mar.

Sonia Guajajara e Adenilson Barcelos de Miranda, 2026.
Sonia Guajajara e Adenilson Barcelos de Miranda, 2026.

Entre os dias 19 e 21 de março, estive no Expo Center Norte, em São Paulo, acompanhando a 17ª edição da Caravana Federativa, etapa São Paulo. O evento reafirmou seu papel como um importante espaço de articulação entre o Governo Federal e os municípios brasileiros, reunindo representantes de 36 ministérios em diálogo direto com as demandas das prefeituras paulistas. Mais do que um encontro institucional, tratou-se de um ambiente dinâmico de escuta, troca de experiências e construção de caminhos para o fortalecimento da gestão pública local.




Em meio à intensa programação, um dos momentos mais significativos foi a oportunidade de conversar com Sonia Bone de Sousa Silva Santos, conhecida como Sonia Guajajara, liderança indígena do povo Guajajara/Tentehar e atual Ministra do Ministério dos Povos Indígenas. Nosso diálogo se concentrou na pesquisa que desenvolvendo sobre a ocupação e a consolidação territorial em terras indígenas, com atenção especial ao estado do Maranhão.


Sonia Guajajara e Adenilson Barcelos de Miranda.
Sonia Guajajara e Adenilson Barcelos de Miranda.

Esse encontro ganha ainda mais relevância ao considerarmos a complexidade histórica e etnográfica da região. O Maranhão, território que o etnólogo Curt Nimuendajú denominou como “País Timbira”, é marcado pela presença histórica de povos Timbira. No entanto, essa configuração não é homogênea: nela também se inscrevem os Guajajara, povo ao qual Sonia pertence, revelando uma dinâmica territorial plural, construída por diferentes trajetórias indígenas ao longo do tempo.

Conversar com Sonia Guajajara, nesse contexto, foi mais do que um intercâmbio acadêmico, foi um momento de escuta qualificada e de reafirmação da importância das vozes indígenas na interpretação de seus próprios territórios. Em eventos como a Caravana Federativa, onde políticas públicas e gestão se encontram, esses diálogos são fundamentais para aproximar conhecimento, experiência e ação, contribuindo para uma compreensão mais ampla e sensível das realidades brasileiras.


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