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Arte, sensibilidade e memória: uma experiência que ultrapassa os sentidos

  • Foto do escritor: Adenilson Barcelos de Miranda
    Adenilson Barcelos de Miranda
  • 13 de jul.
  • 2 min de leitura

Brasília receberá, a partir de 31 de julho, no Museu Nacional da República, a exposição 2020–2021, Do Limbo ao Exagero, do artista visual João Ferreira.

A mostra propõe uma experiência imersiva que convida o público a refletir sobre memória, pandemia, excesso, repetição e neurodiversidade, transformando a visita em um percurso sensorial marcado por imagens, sons, objetos e intervenções espaciais.

Natural do Distrito Federal, João Ferreira apresenta uma instalação inédita construída a partir de pinturas fotorrealistas, pixel art, desenhos, sonoplastia, objetos coletados do cotidiano e materiais reutilizados. Inspirada no período da pandemia de Covid-19, a exposição ressignifica o acúmulo e a repetição como elementos estéticos e políticos, propondo uma nova forma de perceber o mundo a partir da experiência de um artista autista.

A proposta dialoga com referências como Hélio Oiticica, Marcel Duchamp e Erik Satie, sem abrir mão de uma linguagem própria, que transforma o excesso em narrativa e o estranhamento em possibilidade de encontro. Mais do que contemplar obras, o visitante é convidado a experimentar uma vivência que atravessa diferentes sentidos e provoca novas perguntas sobre arte, inclusão e diversidade.


Tive a alegria de contribuir para esse projeto integrando, ao lado de Mateus Amorim, a ficha técnica da produção em vídeo da exposição. Acompanhei João pelas ruas enquanto registrávamos, em imagens, sua caminhada tranquila e contemplativa em busca dos caixotes que mais tarde se transformariam em parte de sua criação artística.. Participar da construção do material audiovisual representa uma oportunidade de colaborar com o registro e a difusão de uma iniciativa artística que amplia o debate sobre acessibilidade, processos criativos e neurodiversidade.

O audiovisual tem o papel de preservar a memória da exposição e de aproximar diferentes públicos da proposta concebida por João Ferreira. Registrar uma obra dessa natureza significa também documentar um momento importante da produção artística contemporânea do Distrito Federal, permitindo que sua mensagem alcance pessoas para além das paredes do museu.

Agradeço ao artista e amigo João Ferreira pela confiança e pela oportunidade de integrar essa equipe, bem como a Mateus Amorim, parceiro na produção audiovisual. Projetos como este demonstram que a arte se fortalece quando diferentes olhares e competências se encontram para construir narrativas capazes de sensibilizar, provocar e incluir.

Convido todos a visitarem a exposição e vivenciarem essa experiência única no Museu Nacional da República. Mais do que uma mostra de arte, trata-se de um convite para refletir sobre as múltiplas formas de perceber o mundo e reconhecer a riqueza da diversidade humana.


Exposição: 2020–2021, do limbo ao exagero, de João Ferreira

Abertura: 31 de julho de 2026, às 19h

Visitação: de 1º de agosto a 4 de outubro de 2026

Funcionamento: terça-feira a domingo

Local: Museu Nacional da República, Galeria 1 e conexão com o térreo

Instagram: @joaoferreiraout

Palestra: ARTISM: a engenharia visual no espectro autista

Data: 3 de outubro de 2026

Horário: 16h

Local: Auditório 2 do Museu Nacional da República

Participantes: Jeanne Mazzi, Bianca Noronha e João Ferreira

Mediação: Maíra Valério

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